DearTear.
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part of me
a estranha
desabafo


And I've been spending the last eight months thinking all love ever does is break and burn and end... But on a Wednesday, in a cafe, I watched it begin again.



E você passa… Passa como se nunca houvesse acontecido nada entre nós. Passa deixando um rastro do cheiro que eu chamava de meu. Passa deixando um rastro do sorriso que um dia foi por mim. Passa deixando um rastro do passado que eu mais desejo esquecer. Ou talvez do passado que eu mais desejo reviver.

Tem algo a ver com aquela historia de que a gente se obriga a lembrar de tudo que mais quer esquecer… O fato deu continuar ouvindo nossa música repetidas vezes durante o dia. O fato do meu assunto no papel ser só você. O fato de você ser meu ponto de comparação em qualquer situação. O fato do seu nome ecoar tão profundo na minha cabeça… O que você tem pra me deixar desse jeito?

Eu to me preenchendo de baladas, meias palavras, e restos de momentos. To me entupindo de memórias fúteis pra ver se te esqueço um pouco… E funciona. Por algum momento. Depois disso, tudo que entra na minha cabeça é o quanto eu era feliz junto de você. O quanto eu e você sendo “nós” me fazia bem. O quanto eu errei deixando o destino escapar.

É deprimente ver a tarde de domingo chegando e não ter você pra me tirar um pouco da monotonia, sabe? Não ter a sua voz e seu sorriso tímido pelo telefone… Não ter aqueles seus detalhes que tanto me agradam. Aquele seu jeito de apertar os olhos quando sorri e de me envolver meio desengonçado nos seus braços quando bate um vento frio…

É tão ruim não conseguir completar ideias… Você vem em flashbacks. E eu continuo me perdendo nas palavras e lembrando daquela cena de um dia de garoa, onde a menina entrega tudo que tem e o menino não aceita. E sai andando, sem olhar pra trás. Sem arrependimento. Sem sentimento. Eu só queria ter a chance de saber se alguma vez aquela cena te machucou. Se doeu me ver daquele jeito… E, se você tivesse a chance de mudar aquele dia, você o faria? Porque o nosso fim foi tão vazio… Foi um fim sem começo, meio e fim. Foi sem nexo. Foi rápido e doloroso e… do jeito que todos os fins costumam ser: triste.

Queria poder não ter que me prender em lembranças pra falar de você. Queria que seu sorriso fosse meu presente e queria me perder de novo nos seus braços e ter certeza de que eu estava bem. A gente nunca entende quando nos explicam a definição da palavra amor. É difícil de explicar, literalmente. É o tipo de coisa que só entende quando se sente. O tipo de brisa que parece furacão. A metáfora mais bem feita sobre a felicidade e a tristeza. Mas também a dor mais profunda quando se vê chegar ao fim. E esse foi nosso problema: o fim não tem tempo pra avisar de sua chegada e vai embora rapidamente… Ele vai embora e deixa tudo desprovido de sentimentos. Transforma tudo que era amor em vazio. E não olha pra trás.

dt.

“Fica… Só mais um minuto.”
Não faço a mínima ideia do que esteja passando pela cabeça dele agora, mas eu precisava dele. Eu precisava do único calor que me esquentaria naquele amontoado de neve que tinha se tornado minha vida. Calor que só ele tinha. Calor que eu jamais conseguiria achar em outro lugar, ou em outro alguém. Calor que, além de esquentar meu físico, é capaz de esquentar meu psicológico. 
“Tá tudo tão difícil, sabe? Quando isso vai acabar? Eu não aguento mais…”
Tudo já está num nível impossível. As pequenas pedras no caminho se tornaram montanhas. A maré alta tá mais pra tsunami. O tempo fechado está escuro o suficiente para me cegar.
(Mas eu tenho ele. Eu tenho tudo.)
“O que seria de mim sem você? Promete que não vai me deixar…”
Quantas vezes eu já o fiz prometer isso? Quantas vezes, de noite, eu só fechei os olho e torci pra que todas as vezes que ele prometeu tenham sido verdade? Quantas vezes eu me perdi e só ele me achou? Quantas vezes só ele entendeu meu abstrato?
“Me desculpa?”“Pelo que, pequena?”“Sei lá…”“Te amo.”
dt.

“Fica… Só mais um minuto.”

Não faço a mínima ideia do que esteja passando pela cabeça dele agora, mas eu precisava dele. Eu precisava do único calor que me esquentaria naquele amontoado de neve que tinha se tornado minha vida. Calor que só ele tinha. Calor que eu jamais conseguiria achar em outro lugar, ou em outro alguém. Calor que, além de esquentar meu físico, é capaz de esquentar meu psicológico. 

“Tá tudo tão difícil, sabe? Quando isso vai acabar? Eu não aguento mais…”

Tudo já está num nível impossível. As pequenas pedras no caminho se tornaram montanhas. A maré alta tá mais pra tsunami. O tempo fechado está escuro o suficiente para me cegar.

(Mas eu tenho ele. Eu tenho tudo.)

“O que seria de mim sem você? Promete que não vai me deixar…”

Quantas vezes eu já o fiz prometer isso? Quantas vezes, de noite, eu só fechei os olho e torci pra que todas as vezes que ele prometeu tenham sido verdade? Quantas vezes eu me perdi e só ele me achou? Quantas vezes só ele entendeu meu abstrato?

“Me desculpa?”
“Pelo que, pequena?”
“Sei lá…”
“Te amo.”

dt.

"Com
tantas
palavras
enfileiradas
resolvi fazer
delas uma escada
já que estavam paradas
as coloquei aqui, sem ordem
desorganizadas, para me levarem
talvez ao final desta escada esperaria
encontrar algo, ou ainda, não encontraria nada
voltaria assim, com minhas pernas
cansadas, quase paralisadas
com minhas passadas
agora contadas
me vejo aqui
no começo" 

Orvalhos, Da enorme escada.     (via lumiar)


Seria egoísmo demais te pedir pra ficar? Porque eu perco um pouco a cabeça de pensar em como serão as coisas sem você aqui. De tudo que eu tenho a oferecer, te ofereço todos os meus pensamentos positivos, todos os meus minutos restantes, todos os meus sorrisos sinceros, todos os meus abraços apertados. Te ofereço tudo o que meu sentimento for capaz de te demonstrar. Te ofereço tudo que for feliz e vier de mim. Te ofereço cada momento feliz que eu, no meu humilde eu, puder te proporcionar enquanto a distância ainda for mínima.
Guardo na consciência tudo que você me deu. Guardo no coração tudo que você me ensinou. O que a gente aprende, a gente não esquece nunca mais, não é? Guardo, com todas as forças, as lembranças. Guardo forte o passado e rezo pelo futuro. Rezo, no sentido literal da palavra, pra que você seja feliz e leve felicidade onde quer que esteja. Eu sei que seu sorriso tem o poder de fazer outros sorrirem. Rezo pra que você se encontre… E se perca um pouco também. E, caso se perca um pouco demais, volta. Volta que eu estou aqui, como sempre estarei. Nos altos, nos baixos, nos escuros e nos claros… Exatamente do mesmo jeito que você sempre esteve para e por mim.
Um oceano e mais algumas milhas de distância… Quanta coisa, não? Quanto medo. Quanta dor. Quanta felicidade. Quanta maturidade. Se eu precisar eu juro que eu grito. Nem que seja o grito mais silencioso, eu sei que você pode me ouvir. E você, se precisar, grita também. Ninguém morre de distância. Eu prometo de corpo e alma que vou nos manter. Nossa luz nunca vai se apagar dentro de mim. Ela vai continuar acesa e é ela que vai me guiar quando eu precisar de você.
Me desculpa por tudo? Me desculpa por não ter sido o suficiente, às vezes. Me desculpa por não ouvir. Me desculpa por não dar cem por cento de mim. Me desculpa por ser tão cega com algumas coisas tão claras. Se eu pudesse, eu arrumava tudo isso. Mas, como ninguém vive de “se”, eu vou mudar o discurso, vou mudar o curso das coisas… Eu prometo aproveitar cada segundo de você. Fazendo loucuras e chorando. Se machucando e se curando. Tropeçando e levantando… Mas eu e você.
Parece que eu estou perdendo uma parte minha… E estou, não? Parece tão difícil dizer adeus a algo que é tão meu, que é tão eu… Eu nunca vou te deixar, até porque você faz parte do que eu sou. Você me ajudou a criar o que eu sou agora e isso não tem preço. Você me ensinou muito mais do que a escola ensina, você me deu valor e me deu valores. Você fez muito o que eu duvido que o resto da humanidade possa fazer.
Nós estamos morrendo de medo e isso é tão óbvio que chega a ser ridículo. O futuro é tão tempestuoso e tão maravilhoso. O tempo é o único curador universal. Temos medo do que será de nós, do que será dos outros. Do que é nosso e do que não será mais. Temos medo de tudo que é desconhecido. Construímos dúvidas sobre tudo… Menos sobre nós. Nós somos a maior certeza que eu conheço. Certeza de que dura, certeza de que cura, certeza que é pura. E, ainda assim, certezas maiores virão.
Ultimamente eu tenho apostado em um tipo diferente de pensamento sobre tudo isso… O destino decidiu colocar toda essa distância entre nós pra provar que nós temos força suficiente pra aguentá-la. Pra provar que nem a saudade, nem a vontade, é capaz de destruir.
Estou cheia de dúvidas, mas também cheia de certezas, assim como eu sei que você está. Eu fico e deixo você ir. E te deixo ir com a certeza maior de que nós vamos prevalecer… e com a certeza de que nem a maior distância seria capaz de destruir tal amor.
Com amor,
Sofia.

Seria egoísmo demais te pedir pra ficar? Porque eu perco um pouco a cabeça de pensar em como serão as coisas sem você aqui. De tudo que eu tenho a oferecer, te ofereço todos os meus pensamentos positivos, todos os meus minutos restantes, todos os meus sorrisos sinceros, todos os meus abraços apertados. Te ofereço tudo o que meu sentimento for capaz de te demonstrar. Te ofereço tudo que for feliz e vier de mim. Te ofereço cada momento feliz que eu, no meu humilde eu, puder te proporcionar enquanto a distância ainda for mínima.

Guardo na consciência tudo que você me deu. Guardo no coração tudo que você me ensinou. O que a gente aprende, a gente não esquece nunca mais, não é? Guardo, com todas as forças, as lembranças. Guardo forte o passado e rezo pelo futuro. Rezo, no sentido literal da palavra, pra que você seja feliz e leve felicidade onde quer que esteja. Eu sei que seu sorriso tem o poder de fazer outros sorrirem. Rezo pra que você se encontre… E se perca um pouco também. E, caso se perca um pouco demais, volta. Volta que eu estou aqui, como sempre estarei. Nos altos, nos baixos, nos escuros e nos claros… Exatamente do mesmo jeito que você sempre esteve para e por mim.

Um oceano e mais algumas milhas de distância… Quanta coisa, não? Quanto medo. Quanta dor. Quanta felicidade. Quanta maturidade. Se eu precisar eu juro que eu grito. Nem que seja o grito mais silencioso, eu sei que você pode me ouvir. E você, se precisar, grita também. Ninguém morre de distância. Eu prometo de corpo e alma que vou nos manter. Nossa luz nunca vai se apagar dentro de mim. Ela vai continuar acesa e é ela que vai me guiar quando eu precisar de você.

Me desculpa por tudo? Me desculpa por não ter sido o suficiente, às vezes. Me desculpa por não ouvir. Me desculpa por não dar cem por cento de mim. Me desculpa por ser tão cega com algumas coisas tão claras. Se eu pudesse, eu arrumava tudo isso. Mas, como ninguém vive de “se”, eu vou mudar o discurso, vou mudar o curso das coisas… Eu prometo aproveitar cada segundo de você. Fazendo loucuras e chorando. Se machucando e se curando. Tropeçando e levantando… Mas eu e você.

Parece que eu estou perdendo uma parte minha… E estou, não? Parece tão difícil dizer adeus a algo que é tão meu, que é tão eu… Eu nunca vou te deixar, até porque você faz parte do que eu sou. Você me ajudou a criar o que eu sou agora e isso não tem preço. Você me ensinou muito mais do que a escola ensina, você me deu valor e me deu valores. Você fez muito o que eu duvido que o resto da humanidade possa fazer.

Nós estamos morrendo de medo e isso é tão óbvio que chega a ser ridículo. O futuro é tão tempestuoso e tão maravilhoso. O tempo é o único curador universal. Temos medo do que será de nós, do que será dos outros. Do que é nosso e do que não será mais. Temos medo de tudo que é desconhecido. Construímos dúvidas sobre tudo… Menos sobre nós. Nós somos a maior certeza que eu conheço. Certeza de que dura, certeza de que cura, certeza que é pura. E, ainda assim, certezas maiores virão.

Ultimamente eu tenho apostado em um tipo diferente de pensamento sobre tudo isso… O destino decidiu colocar toda essa distância entre nós pra provar que nós temos força suficiente pra aguentá-la. Pra provar que nem a saudade, nem a vontade, é capaz de destruir.

Estou cheia de dúvidas, mas também cheia de certezas, assim como eu sei que você está. Eu fico e deixo você ir. E te deixo ir com a certeza maior de que nós vamos prevalecer… e com a certeza de que nem a maior distância seria capaz de destruir tal amor.

Com amor,

Sofia.

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